quinta-feira, 19 de maio de 2016

Nosso Olho Brasileiro


                
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                        Impossível  não se indignar.   Desde que mundo é mundo somos pobres. Somos analfabetos. Somos sem saúde. Somos endêmicos. Somos mal educados. Sem grande interesse pelos que governam e como governam. Acostumamos a esperar alguém nos dar seja lá o que seja, quando se trata de amealhar vantagens.  Votamos mal, pensamos pouco e cremos rápido demais nos que nos dizem.

                        Por causa de sermos assim, aturamos governos ditatoriais, choramos morte de ditador, (Getúlio), num passado próximo.  Agüentamos uma ditadura militar que não conseguiu nos colocar à frente da estória anterior, aceitamos governos eleitos via indireta, choramos, mais uma vez, a morte de quem sequer governou, (Tancredo), fomos lançados nas barras da desordem e semi-caos, (Sarney/ Collor). Adveio um governo de Vice (Itamar), que, com a ajuda de brasileiros de peso fez história em seu governo.  Sucedido por outro governo (Fernando Henrique) que, com trabalho e eficiência dos seus assessores (Ministros e Colaboradores) deu nova cara ao País e imprimiu um otimismo ao povo, que experimentava um novo padrão de qualidade política e desenvolvimento.


                        Este País, durante esse período – oito anos - (que cronologicamente é quase nada), sofreu a mais dura oposição, (sem qualquer critério ou real necessidade), com invasões do Congresso Nacional, ocupações de várias sedes de órgãos públicos, (como a INCRA por ex., em que os ocupantes puseram um Peru vivo na mesa do presidente), greve da Petrobrás em que não havia sequer gás de cozinha nem gasolina nos postos, greve alcooleira e de professores e de metalúrgicos e de caminhoneiros, de bancários e tantas outras de tudo quanto é ordem, que nem se podem contar.  Parava-se a produção, invadiam-se terras, inclusive a fazenda do Presidente Fernando Henrique, num país que até então não tivera qualquer sorte de se fazer desenvolver, mas estava bem a caminho.


                        Com o governo do Presidente Fernando Henrique, que o único com o qual pudemos contar e nos honrar com o trabalho magnífico de uma verdadeira Primeira Dama, Dra. Ruth Cardoso, que estabeleceu programas sociais de imensa envergaduras, (como o bolsa família, o bolsa escola, o vale alimentação), e que o governo Lula e de seus seguidores se apoderaram e passaram a alardear, sem a menor vergonha, de que eram programa seus.


                        Tivemos estabilidade monetária, diminuição da dívida pública, saneamento das finanças, saneamento dos bancos, que se não fosse feito naquela oportunidade haveria a maior quebradeira de bancos no País; (tudo isso apesar de não haver sossego para trabalhar, em face de dura e irresponsável oposição que o PT fazia ao Governo.




                        O povo brasileiro (que trabalha), a tudo agüentou mais uma vez.

                        Mas adveio o Governo Lula e logo cessaram as greves, as passeatas intermináveis e abusivas; O povo mesmo acha, nunca acreditou que tudo estivesse bem mesmo.   E não estava. O resultado de toda a desordem, toda torpeza, todo populismo barato, toda a incompetência, todo o lixo e corrupção escondidos a sete capas e maquiados com pesadas camadas estavam submetidos ao tapete do governo do PT no País.


                        E haja escândalos  e operações: Mensalão, Mensalinho, Petrolão, Lava  Jato,  Xepa,  Site Agarra etc. etc. etc.  Foi tanta vergonha e baixeza que levaram o mesmo povo brasileiro de ontem, ao invés das lágrimas,   emergir nas ruas, dos quatro cantos do País para dizer agora chega. Agora basta, e de verde e amarelo.

                        Mas pobre provo: ainda tem que ser chamado de golpista, apesar dos duros golpes, um atrás do outro, que o PT lhe impingiu e continua impingindo, pois que a Presidenta afastada, diga-se logo, (por processo sério, legítimo, pois que votados por quem tem legitimação e adequação para tanto), nos enlameia, aqui e lá fora, a nos chamar de golpistas.

                        O povo brasileiro realmente não merecia ter sido governado por mentirosos, antiéticos, inescrupulosos, enganadores e saqueadores dos bens públicos. E que ainda têm coragem e desplante de ir lá fora, choramingar que perderam a “boquinha, não bocona” do Poder que tanto lhes tinha rendido.

                        Lamentável e triste é ver o meu professor  de  Direito Administrativo, a quem eu  elogiava e devotava, no meu ser, um imenso respeito e gratidão,  José Eduardo Cardoso, defender o indefensável, quando, se fazendo do bobo que não é, afirmar com tanta veemência, que não houve crime de responsabilidade por Dilma Rousseff,  sabendo ele, mais do que ninguém, de  que estes estão caracterizados plenamente e que o procedimento de apuração dos mesmos foi  legal  e fielmente observado.   José Eduardo Cardoso também foi  picado pelo  inseto da “credulidade rasteira”  e assim perdeu o grande  cabedal que amealhara na vida: a credibilidade.   


                        O governo interino de Michel Temer tem obrigação, mais que isso, tem o dever, de se penitenciar através de muita competência e trabalho árduo, para desfazer um pouco do mal que ajudou a fazer  ao País, apenas porque também foi levado, como o povo, a acreditar que o governo do PT poderia ser sério e bem intencionado em governar.  Já se sabe que não era verdade.  Infelizmente essa mentira não tinha pernas curtas.  Levou mais de 16 anos e ainda se arrasta feito baratas nos escombros do País para começar a se mostrar. 

                       
                        Nós, aqueles que jamais votamos no PT sofremos mais e muito mais, pois que sabíamos e não nos deixamos enganar por eles, de que não eram confiáveis, já que “milagres” se fazem com trabalho e calos na fé.  Não com mirabolantes promessas. Mas a casa caiu e a ruína é grande. Pobre de nós. Vamos novamente, seus filhos, levarmos pedra feito penitentes, porque o continente está nas mãos dos que realmente trabalham e pagam a conta.

                                                                           Maria Vanda 19/05/16